Bíblia em um ano
Agosto 20


Ester 3:1-15
1. Depois destes acontecimentos, o rei Assuero elevou em dignidade Haman, filho de Hamedata, o agagita, e deu-lhe um lugar superior ao de todos os príncipes que o rodeavam.
2. Todos os servos do rei que estavam à porta, dobravam o joelho e prostravam-se diante de Haman, por ordem expressa do rei; só Mardoqueu não dobrava o joelho nem se prostrava.
3. Disseram-lhe os servos do rei que estavam à porta do palácio: «Porque desobedeces assim à ordem do rei?»
4. E, como lhe repetissem isto todos os dias e ele não fizesse caso, denunciaram-no a Haman, para ver se Mardoqueu persistia na sua obstinação, pois este dissera-lhes que era judeu.
5. Haman, vendo que Mardoqueu não queria dobrar o joelho nem prostrar-se diante dele, ficou furioso.
6. Mas pareceu-lhe pouco vingar-se só de Mardoqueu, pois fora informado sobre o povo a que pertencia; procurou, então, maneira de exterminar o povo de Mardoqueu, todos os judeus que habitavam no reino de Assuero.
7. No primeiro mês, que é o mês de Nisan, no décimo segundo ano do reinado de Assuero, foi lançado o “ pur*”, isto é, a sorte, diante de Haman, para cada dia e cada mês. Saiu o décimo segundo mês, que é o mês de Adar.
8. Então, Haman disse ao rei Assuero: «Em todas as províncias do teu reino existe um povo, disperso e separado dos outros; as suas leis são diferentes das dos outros povos, e este povo não observa as leis do rei. Não convém aos interesses do rei deixar esse povo em paz.
9. Se ao rei lhe parecer bem, dê-se ordem para os exterminar, e eu pesarei dez mil talentos de prata que passarei para as mãos dos funcionários, para que os recolham no tesouro real.»
10. Então, o rei tirou o anel do seu dedo e entregou-o a Haman, filho de Hamedata, o agagita, inimigo dos judeus, e disse-lhe:
11. «Entrego-te esse dinheiro e também esse povo; faz dele o que quiseres.»
12. No dia treze do primeiro mês foram convocados os secretários do rei e escreveu-se, pontualmente, tudo o que Haman ordenava aos sátrapas do rei, aos governadores de cada província e aos príncipes de cada nação; a cada província, segundo a sua escrita, e a cada nação, segundo a sua língua. O édito estava assinado com o nome de Assuero e levava o selo real.
13. Expediram-se cartas, por correios, para todas as províncias reais, no sentido de destruir, matar e exterminar todos os judeus, jovens, velhos, crianças e mulheres, num só dia, no dia treze do décimo segundo mês, que é o mês de Adar, e para entregar à pilhagem os seus despojos.
14. Uma cópia do édito, que devia ser promulgado em cada província, foi enviada a todos os povos, convidando-os a estarem preparados para o dia marcado.
15. À ordem do rei, os correios partiram a toda a pressa. O édito publicou-se em Susa, a capital, e enquanto o rei bebia na companhia de Haman, a cidade de Susa estava consternada.

Ester 4:1-17
1. Quando Mardoqueu soube o que se tinha passado rasgou as vestes, vestiu-se de saco e cinza e percorreu a cidade dando fortes gemidos de dor.
2. Deste modo chegou até à porta do rei. Ora ninguém podia transpor aquela porta vestido de saco.
3. Em todas as províncias, em toda a parte onde chegou a ordem do rei e o seu édito, houve grande desolação entre os judeus. Jejuaram, choraram e fizeram lamentações, e muitos deitavam-se sobre a cinza vestidos de saco.
4. As criadas de Ester e os seus eunucos foram-lhe contar o que se passava. E a rainha encheu-se de temor. Mandou roupas para que Mardoqueu se vestisse e tirasse o saco com que estava coberto; mas ele não as aceitou.
5. Então, Ester chamou Hatac, um dos eunucos que o rei pusera ao seu serviço, e encarregou-o de perguntar a Mardoqueu que significavam e qual o motivo daqueles sinais de dor.
6. Hatac foi ter com Mardoqueu, que estava na praça da cidade, diante da porta do rei.
7. E Mardoqueu contou-lhe tudo o que acontecera, e a quantia de dinheiro que Haman prometera entregar ao tesouro real, em troca do extermínio dos judeus.
8. E entregou-lhe também uma cópia do édito publicado em Susa para os exterminar, de modo que a mostrasse a Ester, pondo-a ao corrente de tudo. E mandou a Ester que se apresentasse ao rei, a fim de implorar a sua graça e interceder junto dele pelo seu povo.
9. Hatac foi referir a Ester as palavras de Mardoqueu.
10. Mas a rainha encarregou Hatac de lhe responder:
11. «Todos os servos do rei e o povo das suas províncias sabem que há uma lei que castiga com a pena de morte quem quer que seja, homem ou mulher, que penetrar sem ser chamado no átrio interior do palácio do rei, excepção feita somente àquele para o qual o rei estender o seu ceptro de ouro, a fim de lhe conservar a vida. E eu não fui chamada pelo rei desde há trinta dias.»
12. Estas palavras de Ester foram referidas a Mardoqueu,
13. e este mandou responder-lhe: «Não penses que, por estares no palácio, poderás escapar mais facilmente que todos os judeus.
14. Se agora te calares, e o socorro e a libertação dos judeus vier de outra parte, tu e a casa dos teus pais perecereis. E quem sabe se não foi para estas circunstâncias que chegaste à realeza?!»
15. Ester mandou responder a Mardoqueu:
16. «Vai reunir todos os judeus de Susa e jejuai por mim, sem comer nem beber, durante três dias e três noites. Eu farei a mesma coisa com as minhas servas. Depois disso, e apesar da proibição, irei ter com o rei. Se tiver de morrer, morrerei.»
17. Mardoqueu retirou-se e fez tudo o que Ester pedira.

Salmos 89:46-52
46. Abreviaste os dias da sua juventude e cobriste-o de vergonha.
47. Até quando, Senhor, continuarás escondido? Até quando arderá a tua ira como fogo?
48. Lembra-te que é breve a minha existência! Foi para isto que criaste os seres humanos?
49. Quem poderá viver sem ver a morte? Quem se poderá livrar das garras do abismo?
50. Onde estão, Senhor, os teus favores de outrora, que juraste a David pela tua fidelidade?
51. Lembra-te, Senhor, das ofensas contra o teu servo; levo no peito os ultrajes de todas as nações,
52. com que os teus inimigos nos ofendem, Senhor, e insultam a cada passo o teu ungido!

Provérbios 22:7-8
7. O rico domina os pobres e o devedor torna-se escravo do seu credor.
8. Aquele que semeia o mal, recolhe a desgraça; a vara da sua ira o há-de ferir.

Romanos 3:1-31
1. Que vantagem têm então os judeus? Ou que utilidade tem a circuncisão?
2. Muita, em todos os aspectos! Em primeiro lugar, porque lhes foram confiadas as palavras de Deus.
3. Que importa, então, se alguns foram infiéis? Irá, porventura, a infidelidade deles anular a fidelidade de Deus?
4. De maneira nenhuma! Fique claro que Deus é verdadeiro, mesmo que todo o homem seja falso! Tal como está escrito: Para que te mostres justo nas tuas palavras e saias vitorioso no litígio que houver contigo.
5. Mas, se a nossa injustiça faz com que se manifeste a justiça de Deus, que diremos? Não estará Deus a ser injusto, ao aplicar-nos a sua ira? Isto digo-o segundo critérios humanos.
6. De maneira nenhuma! Senão, como poderia Deus julgar o mundo?
7. Mas, se foi devido à minha falsidade que a verdade de Deus tanto se evidenciou para sua glória, porque hei-de eu então, ainda por cima, ser condenado como pecador?
8. Não será mesmo de agir conforme aquilo que certa gente caluniosamente afirma termos dito: «Façamos o mal, para que venha o bem?» É gente que justamente merece a condenação.
9. Afinal qual é a conclusão? Temos ou não vantagem alguma sobre os outros? Absolutamente nenhuma! Foi exactamente a acusação que acabámos de fazer: judeus e gregos, todos estão sob o domínio do pecado.
10. Assim está escrito: Não há justo algum, nem um sequer.
11. Não há quem seja sensato, não há quem procure a Deus.
12. Todos se extraviaram, todos se corromperam. Não há quem faça o bem, não há um sequer.
13. Sepulcro aberto é a sua garganta, com a sua língua espalhavam enganos; há nos seus lábios veneno de serpente.
14. A sua boca está cheia de maldição e azedume.
15. Velozes são os seus pés para derramar sangue;
16. há devastação e miséria pelos seus caminhos,
17. e o caminho da paz, não o conheceram.
18. Não há temor de Deus diante dos seus olhos.
19. Ora, nós sabemos que tudo o que a Lei diz, é dito para os que estão sob a Lei, a fim de que toda a língua se cale, e todo o mundo se reconheça culpado diante de Deus.
20. Pois, pelas obras da Lei, ninguém será justificado diante dele. De facto, pela Lei só se chega ao reconhecimento do pecado.
21. Mas agora foi sem a Lei que se manifestou a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos Profetas:
22. a justiça que vem para todos os crentes, mediante a fé em Jesus Cristo. É que não há diferença alguma:
23. todos pecaram e estão privados da glória de Deus.
24. Sem o merecerem, são justificados pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus.
25. Deus ofereceu-o para, nele, pelo seu sangue, se realizar a expiação que actua mediante a fé; foi assim que ele mostrou a sua justiça, ao perdoar os pecados cometidos outrora,
26. no tempo da divina paciência. Deus mostra assim a sua justiça no tempo presente, porque Ele é justo e justifica quem tem fé em Jesus.
27. Onde está, pois, o motivo para alguém se gloriar? Foi excluído! Por qual lei? Pela das obras? De modo nenhum! Mas pela lei da fé.
28. Pois estamos convencidos de que é pela fé que o homem é justificado, independentemente das obras da lei.
29. Será Deus apenas Deus dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, Ele é também Deus dos gentios,
30. uma vez que há um só Deus. É Ele que há-de justificar pela fé os circuncidados, e os não-circuncidados, mediante a fé.
31. Quer isso dizer então que, com a fé, anulamos a Lei? De maneira nenhuma! Pelo contrário, confirmamos a Lei.