Bíblia em um ano


Fevereiro 18


Êxodo 13:1-22
1. O Senhor falou a Moisés, dizendo:
2. «Consagra-me todo o primogénito, aquele que abre o ventre materno, entre os filhos de Israel, dos homens e dos animais. Ele é para mim.»
3. Moisés disse ao povo: «Recorda-te deste dia em que saíste do Egipto, da casa da servidão, pois foi com mão forte que o Senhor te fez sair daqui. Não se comerá pão fermentado.
4. É hoje que vós saís, no mês de Abib.
5. Quando o Senhor te fizer entrar na terra do cananeu, do hitita, do amorreu, do heveu e do jebuseu, que jurou aos teus pais dar-te a ti, terra que mana leite e mel, farás este serviço cultual neste mês.
6. Durante sete dias comer-se-á pães sem fermento, e no sétimo dia haverá uma festa para o Senhor.
7. Comer-se-á pães sem fermento durante sete dias, e não se verá contigo pão fermentado, e não se verá contigo fermento em todo o teu território.
8. Explicarás naquele dia ao teu filho, dizendo: ‘É por causa daquilo que o S fez por mim quando saí do Egipto’.
9. E será para ti como um sinal sobre a tua mão e como um memorial entre os teus olhos, para que esteja a lei do Senhor na tua boca, porque foi com mão forte que o Senhor te fez sair do Egipto.
10. Observarás esta prescrição no tempo estabelecido, ano após ano.»
11. «Quando o Senhor te fizer entrar na terra do cananeu, como jurou a ti e aos teus pais, e ta tiver dado,
12. consagrarás ao Senhor todo o ser que abre o ventre materno e toda a primeira cria que os animais te derem: os machos são para o S.
13. Toda a primeira cria do jumento, resgatá-la-ás com um animal do rebanho; se não a resgatares, quebrar-lhe-ás a nuca. Todo o primogénito do homem, entre os teus filhos, resgatá-lo-ás.
14. E se amanhã o teu filho te perguntar, dizendo: ‘O que é isto?’, dir-lhe-ás: ‘Foi com mão forte que o Senhor nos fez sair do Egipto, da casa da servidão.
15. E porque o faraó era duro em deixar-nos partir, o Senhor fez morrer todos os primogénitos na terra do Egipto, desde os primogénitos dos homens até aos primogénitos dos animais. É por isso que eu ofereço em sacrifício ao Senhor todo o macho que abre o ventre materno e resgato todo o primogénito dos meus filhos’.
16. Será como um sinal sobre a tua mão e como um frontal entre os teus olhos, pois foi com mão forte que o Senhor nos fez sair do Egipto.»
17. E aconteceu que, quando o faraó deixou partir o povo, Deus não o conduziu pela estrada da terra dos filisteus, embora fosse a mais curta, pois Deus disse: «Que o povo não se arrependa perante uma batalha e volte para o Egipto.»
18. E Deus desviou o povo para a estrada do deserto do Mar dos Juncos. Preparados para o combate, os filhos de Israel subiram da terra do Egipto.
19. Moisés tomou consigo os ossos de José, porque ele tinha feito jurar os filhos de Israel, dizendo: «Deus há-de visitar-vos, e vós fareis que os meus ossos saiam daqui convosco.»
20. Eles partiram de Sucot e acamparam em Etam, no limite do deserto.
21. O Senhor caminhava diante deles; durante o dia, numa coluna de nuvem para os conduzir na estrada, e de noite, numa coluna de fogo para os alumiar, para que pudessem caminhar de dia e de noite.
22. A coluna de nuvem não se retirou de diante do povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.

Êxodo 14:1-31
1. O Senhor falou a Moisés, dizendo:
2. «Fala aos filhos de Israel para retrocederem e acamparem diante de Pi-Hairot, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Safon, em frente do qual acampareis, junto do mar.
3. E o faraó dirá dos filhos de Israel: ‘Andam perdidos na terra. Fechou-se contra eles o deserto’.
4. Eu endurecerei o coração do faraó, e ele persegui-los-á; Eu serei glorificado por meio do faraó e de todo o seu exército e os egípcios saberão que Eu sou o Senhor.» Assim fizeram.
5. Foram anunciar ao rei do Egipto que o povo fugira, e o coração do faraó e dos seus servos mudou para com o povo, e disseram: «Que fizemos, pois deixámos partir Israel do nosso serviço?»
6. O faraó atrelou o seu carro de guerra e tomou o seu povo consigo.
7. Tomou seiscentos carros de guerra escolhidos e todos os carros de guerra do Egipto com três combatentes em cada um.
8. O Senhor endureceu o coração do faraó, rei do Egipto, e ele perseguiu os filhos de Israel, e os filhos de Israel saíram de mão erguida.
9. Os egípcios perseguiram-nos e alcançaram-nos quando acampavam junto do mar; todos os cavalos e carros de guerra do faraó, os seus cavaleiros e o seu exército estavam junto de Pi-Hairot, diante de Baal-Safon.
10. Quando o faraó se aproximou, os filhos de Israel ergueram os olhos, e eis que os egípcios acampavam atrás deles, e os filhos de Israel tiveram muito medo e clamaram ao Senhor.
11. Disseram a Moisés: «Foi por falta de túmulos no Egipto que nos trouxeste para morrermos no deserto? O que é isto que nos fizeste, fazendo-nos sair do Egipto?
12. Não foi isto que te dissemos no Egipto, quando dizíamos: ‘Deixa-nos! Queremos estar ao serviço do Egipto, porque é melhor para nós servir o Egipto do que morrer no deserto’?»
13. Moisés disse ao povo: «Não tenhais medo. Permanecei firmes e vede a salvação que o Senhor fará para vós hoje. Pois vós vistes os egípcios hoje, mas nunca mais os tornareis a ver.
14. O Senhor combaterá por vós. E vós ficai tranquilos!»
15. O Senhor disse a Moisés: «Porque clamas por mim? Fala aos filhos de Israel e manda-os partir.
16. E tu, levanta a tua vara e estende a mão sobre o mar e divide-o, e que os filhos de Israel entrem pelo meio do mar, por terra seca.
17. E eis que Eu vou endurecer o coração dos egípcios para que venham atrás deles, e serei glorificado por meio do faraó e de todo o seu exército, dos seus carros de guerra e dos seus cavaleiros.
18. E os egípcios saberão que Eu sou o Senhor, quando for glorificado por meio do faraó, dos seus carros de guerra e dos seus cavaleiros.»
19. O anjo de Deus, que caminhava à frente do acampamento de Israel, levantou-se, partiu e passou a caminhar atrás deles. E a coluna de nuvem levantou-se de diante deles e colocou-se atrás deles.
20. Veio colocar-se entre o acampamento do Egipto e o acampamento de Israel. E houve nuvens e trevas, e iluminou-se a noite, e não se aproximaram um do outro toda a noite.
21. Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez recuar o mar com um vento forte de oriente, toda a noite, e pôs o mar a seco. As águas dividiram-se,
22. e os filhos de Israel entraram pelo meio do mar, por terra seca, e as águas eram para eles um muro à sua direita e à sua esquerda.
23. Os egípcios perseguiram-nos, e todos os cavalos do faraó, os seus carros de guerra e os seus cavaleiros, entraram atrás deles para o meio do mar.
24. E aconteceu que, na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e de nuvem, para o acampamento dos egípcios, e lançou a confusão no acampamento dos egípcios.
25. Ele desviou as rodas dos seus carros de guerra, e eles conduziam com dificuldade. Os egípcios disseram: «Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egipto.»
26. O Senhor disse a Moisés: «Estende a tua mão sobre o mar, e que as águas voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros de guerra e sobre os seus cavaleiros.»
27. Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar voltou ao seu leito normal, ao raiar da manhã, e os egípcios a fugir foram ao seu encontro. E o Senhor desfez-se dos egípcios no meio do mar.
28. As águas voltaram e cobriram os carros de guerra e os cavaleiros; de todo o exército do faraó que entrou atrás deles no mar, não ficou nenhum.
29. Os filhos de Israel caminharam em terra seca, pelo meio do mar, e as águas eram para eles um muro à sua direita e à sua esquerda.
30. O Senhor salvou, naquele dia, Israel da mão do Egipto, e Israel viu os egípcios mortos à beira do mar.
31. Israel viu a mão poderosa com que o Senhor actuou contra o Egipto, o povo temeu o Senhor e acreditou nele e em Moisés, seu servo.

Salmos 18:13-19
13. Ao fulgor da sua presença, as nuvens transformaram-se em granizo e carvões acesos.
14. O Senhor trovejou dos céus e o Altíssimo fez ouvir a sua voz.
15. Ele desferiu as suas flechas e dispersou os inimigos, lançou os seus relâmpagos e pô-los em fuga.
16. Então, apareceram as profundezas do mar, ficaram à vista os alicerces da terra. Tudo, ó Senhor, por causa das tuas ameaças e pelo sopro impetuoso da tua ira!
17. Do alto, Deus interveio e recolheu-me; tirou-me das águas caudalosas.
18. Livrou-me de inimigos poderosos, de adversários mais fortes do que eu.
19. Atacaram-me no dia da adversidade, mas o Senhor foi o meu amparo.

Provérbios 6:6-11
6. Vai, ó preguiçoso, ter com a formiga, observa o seu proceder e torna-te sábio.
7. Ela não tem guia, nem capataz, nem mestre;
8. no Verão, faz as suas provisões; no tempo da ceifa, junta o seu alimento.
9. Até quando dormirás tu, ó preguiçoso? Quando te levantarás do teu sono?
10. Dormes um pouco, outro pouco dormitas, outro pouco cruzas as mãos para dormires;
11. a indigência cai sobre ti como um salteador, e a pobreza, como um homem armado.

Mateus 21:1-22
1. Quando já se aproximavam de Jerusalém, chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras. Jesus enviou dois discípulos,
2. dizendo-lhes: «Ide à aldeia que está em frente de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e com ela um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos.
3. E, se alguém vos disser alguma coisa, respondereis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá.’»
4. Isto sucedeu para se cumprir o que fora anunciado pelo profeta:
5. Dizei à filha de Sião: Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho, filho de uma jumenta.
6. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara.
7. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas sobre eles e Jesus sentou-se em cima.
8. Uma grande multidão estendia as suas capas no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos pelo chão.
9. E todos, quer os que iam à sua frente, quer aqueles que o seguiam, diziam em altos brados: Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!
10. Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é este?» – perguntavam.
11. E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia.»
12. Jesus entrou no templo e expulsou dali todos os que nele vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as bancas dos vendedores de pombas, dizendo-lhes:
13. «Está escrito: A minha casa há-de chamar-se casa de oração, mas vós fazeis dela um covil de ladrões.»
14. Aproximaram-se dele, no templo, cegos e coxos, e Ele curou-os.
15. Perante os prodígios que realizava e as crianças que gritavam no templo: «Hossana ao Filho de David», os sumos sacerdotes e os doutores da Lei ficaram indignados
16. e disseram-lhe: «Ouves o que eles dizem?» Respondeu Jesus: «Sim. Nunca lestes: Da boca dos pequeninos e das crianças de peito fizeste sair o louvor perfeito?»
17. Depois afastou-se deles, saiu da cidade e foi para Betânia, onde pernoitou.
18. Logo de manhã cedo, ao voltar para a cidade, teve fome.
19. Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas não encontrou senão folhas. Disse então: «Nunca mais nascerá fruto de ti!» E, naquele mesmo instante, a figueira secou.
20. Vendo isto, os discípulos disseram admirados: «Como é que a figueira secou subitamente?»
21. Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que Eu fiz a esta figueira, mas, se disserdes a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te ao mar’, assim acontecerá.
22. Tudo quanto pedirdes com fé, na oração, haveis de recebê-lo.»