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BookNum: 27 Chapter: 5 VerseStart: 31 VerseShouldHave: 30

Bíblia em um ano


Dezembro 12


Daniel 5:1-31
1. O rei Baltasar deu um banquete a mil dos seus conselheiros; e, na presença de todos eles, foi bebendo vinho.
2. Excitado pela bebida, mandou trazer os vasos de ouro e prata que o pai Nabucodonosor tinha tirado do templo de Jerusalém, a fim de que o rei, os seus grandes, as concubinas e as bailarinas, se servissem deles para beber.
3. Trouxeram, pois, os vasos de ouro que tinham sido roubados ao templo de Deus em Jerusalém. O rei, os seus conselheiros, as concubinas e as bailarinas beberam por eles.
4. Depois de terem bebido o vinho, iniciaram o louvor aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra.
5. Neste momento, apareceram dedos de mão humana que escreviam defronte do candelabro, sobre o reboco da parede do palácio real. O rei, à vista da mão que escrevia,
6. mudou de cor, pensamentos terríveis o assaltaram, os músculos dos rins perderam o vigor e os joelhos entrechocavam-se.
7. O rei gritou que mandassem vir os feiticeiros, os caldeus e os astrólogos. E disse aos sábios da Babilónia: «Aquele que decifrar esta inscrição e me der o sentido da mesma será revestido de púrpura, levará ao pescoço um colar de ouro e tomará o terceiro lugar no governo do reino.»
8. Entraram na sala todos os sábios do rei mas foram incapazes de ler aquela inscrição e de dar ao rei o sentido dela.
9. Baltasar ficou muito aterrado, a sua face mudou de cor e os seus conselheiros estavam consternados.
10. A rainha, porém, tendo conhecimento das palavras do rei e dos conselheiros, entrou na sala do banquete, tomou a palavra e disse: «Ó rei, viva o rei para sempre! Que os teus pensamentos não te aterrem e não mudes assim de cor.
11. Há no teu reino um homem em quem reside o espírito do Deus santo. Em vida de teu pai, havia nele uma luz, uma inteligência e uma sabedoria semelhantes à sabedoria dos deuses. Por isso, o rei Nabucodonosor, teu pai, o constituíra chefe dos escribas, dos magos, dos caldeus e dos astrólogos.
12. Já que um espírito superior, uma ciência e uma inteligência para interpretar os sonhos, para explicar os enigmas e resolver as dificuldades, se encontram em Daniel – a quem o rei deu o nome de Beltechaçar – manda-o chamar, pois Daniel decifrará o sentido dessa inscrição.»
13. Daniel foi, então, levado à presença do rei, que lhe disse: «És tu, de facto, Daniel, deportado de Judá, a quem meu pai trouxe da Judeia para aqui?
14. Ouvi dizer a teu respeito que o espírito de Deus está em ti e que em ti se encontram uma luz, uma inteligência e uma sabedoria superiores.
15. Acabam de se apresentar diante de mim os sábios e os feiticeiros para lerem esta inscrição e dar-me a conhecer o seu sentido. Mas não puderam dar-me o significado destas palavras.
16. Ora, asseguraram-me que tu és mestre na arte das interpretações e das resoluções de enigmas. Se tu, pois, conseguires ler o que está escrito e me deres a conhecer a sua interpretação, serás revestido de púrpura, trarás ao pescoço um colar de ouro e receberás o terceiro lugar no governo do reino.»
17. Daniel respondeu deste modo ao rei: «Guardai as vossas dádivas; as vossas honrarias, dai-as a outro! Contudo, eu lerei ao rei o texto e dar-lhe-ei o significado dele.
18. Ó rei, o Deus Altíssimo tinha dado a Nabucodonosor, teu pai, a realeza e a grandeza, a glória e a majestade.
19. Em razão desta grandeza que lhe tinha conferido, todos os povos, todas as nações e gentes de todas as línguas tremiam de medo diante dele. Matava a quem queria, como deixava com vida aquele que queria; exaltava ou humilhava quem ele desejava.
20. Mas, tendo-se envaidecido o seu coração e tendo-se endurecido o seu espírito até à presunção, foi deposto do trono real e despojado da glória.
21. Foi expulso de entre os seres humanos e, tornando-se o coração dele semelhante ao das bestas, ficou na companhia dos burros selvagens, apascentando-se de erva como os bois; e o seu corpo foi ensopado pelo orvalho do céu, até que reconheceu que o Deus Altíssimo domina sobre a realeza dos homens e a ela eleva quem bem lhe apraz.
22. Tu, Baltasar, filho dele, embora conhecendo tudo isto, não humilhaste o teu coração.
23. Mas levantaste-te contra o Senhor do Céu; trouxeram-te os vasos do seu templo, pelos quais bebeste vinho, tu, os teus grandes, as tuas mulheres e concubinas. Tributaste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que são cegos, surdos e nada conhecem, em vez de glorificares o Deus que tem na mão o teu sopro de vida e que conhece todos os teus passos.
24. Por isso, foi enviada de sua parte esta mão, que traçou na parede estas palavras.
25. Eis o texto aqui escrito: ‘ Mené*, Tequel* e Parsin*.’
26. Eis o sentido destas palavras: Mené*, Deus mediu o teu reino e pôs-lhe um termo;
27. Tequel*, foste pesado na balança e encontrado muito leve;
28. Parsin*, o teu reino foi dividido e entregue aos medos* e aos persas*.»
29. Então, por ordem de Baltasar, Daniel foi revestido de púrpura, puseram-lhe ao pescoço um colar de ouro e publicou-se que teria o terceiro lugar na governação do reino.
30. Na mesma noite, foi morto Baltasar, rei dos caldeus.
31. Dario, rei dos Medos, recebeu o reino com a idade de cerca de sessenta e dois anos.

Daniel 6:1-28
1. Dario, o Medo, houve por bem nomear e distribuir por todo o reino cento e vinte sátrapas,
2. submetidos a três ministros, um dos quais era Daniel; a estes tinham eles de prestar contas, a fim de que os interesses do rei não fossem lesados.
3. Ora Daniel, em virtude da superioridade do seu espírito, distinguia-se dos ministros e sátrapas e o rei pensava colocá-lo à frente de todo o reino.
4. Por isso, os ministros e os sátrapas procuraram o meio de acusar Daniel, em questões de interesse real. Mas não puderam descobrir qualquer pretexto ou falta, porque era íntegro e nada se encontrava contra ele de errado ou repreensível.
5. Disseram, pois, esses homens: «Não encontraremos motivo algum de acusação contra este Daniel, a não ser no que diz respeito à lei do seu Deus.»
6. Então ministros e sátrapas, em tumulto, foram ter com o rei e disseram-lhe: «Rei Dario, viva o rei para sempre!
7. Os ministros do reino, os prefeitos, os sátrapas, os conselheiros e os governadores estão todos de acordo que seja publicado um edito real para ordenar esta proibição: ‘Todo aquele que, no prazo de trinta dias, dirigir súplicas a qualquer deus ou homem que não sejas tu, ó rei, será lançado na cova dos leões.’
8. Promulga, pois, ó rei, esta proibição e manda fazer dela um documento, a fim de que não possa ser anulada, conforme a lei dos Medos e dos Persas, que é irrevogável.»
9. Então, o rei Dario fez redigir o documento com a proibição.
10. Ao saber deste documento, Daniel entrou em sua casa, a qual tinha, no primeiro andar, janelas que abriam para o lado de Jerusalém. Como até aí, continuou a rezar e a louvar a Deus, de joelhos, três vezes ao dia.
11. Nessa altura, aqueles homens acorreram, alvoroçados, e encontraram Daniel em oração, invocando o seu Deus.
12. Dirigiram-se imediatamente a casa do rei e disseram-lhe, a propósito do decreto real de proibição: «Não promulgaste tu, ó rei, uma proibição, declarando que quem, no período de trinta dias, invocasse algum deus ou homem que não fosses tu, seria lançado na cova dos leões?» Respondeu o rei: «Com certeza, conforme a lei dos Medos e dos Persas, que não pode ser modificada.»
13. «Pois bem – prosseguiram eles – Daniel, o exilado de Judá, não teve consideração nem pela tua pessoa, nem pelo decreto que promulgaste. Três vezes ao dia, faz a sua oração.»
14. Ao ouvir estas palavras, o rei, muito pesaroso, tomou a peito, apesar de tudo, a salvação de Daniel e nisso se aplicou até ao pôr-do-sol.
15. Porém, os mesmos homens, em tumulto, vieram novamente procurar o rei. «Sabei, ó rei – disseram-lhe – que a lei dos Medos e dos Persas não permite qualquer revogação de uma proibição ou de um decreto publicado pelo rei.»
16. O rei, então, mandou levar Daniel e lançá-lo na cova dos leões. Disse-lhe o rei: «O Deus que tu adoras com tamanha fidelidade, Ele próprio te libertará!»
17. Trouxeram uma pedra, que rolaram sobre a abertura da cova: o rei selou-a com o seu sinete e com o sinete dos grandes, para que nada fosse modificado em atenção a Daniel.
18. Entrando no palácio, o rei passou a noite sem comer nada e sem mandar ir para junto dele concubina alguma; não conseguiu fechar os olhos.
19. De madrugada, levantou-se e partiu a toda a pressa para a cova dos leões.
20. Quando estava próximo, com uma voz muito magoada, chamou Daniel: «Daniel, servo do Deus vivo, o teu Deus, que adoras com tanta fidelidade, teria podido libertar-te dos leões?»
21. Daniel dirigiu-se ao rei nestes termos: «Ó rei, viva o rei para sempre!
22. O meu Deus enviou o seu anjo e fechou as fauces dos leões, que não me fizeram qualquer mal, porque, aos olhos dele, estava inocente. Para contigo, ó rei, tão-pouco cometi qualquer falta.»
23. O rei, então, cheio de alegria, ordenou que tirassem Daniel da cova. Daniel foi, pois, tirado sem qualquer vestígio de ferimento, porque tinha fé no seu Deus.
24. Por ordem do rei, trouxeram os acusadores de Daniel e atiraram-nos à cova dos leões, a eles, às mulheres e aos filhos. Ainda não tinham tocado o fundo da cova e já os leões os tinham agarrado e lhes tinham triturado os ossos.
25. Então, o rei Dario escreveu: «A todos os povos, a todas as nações e à gente de todas as línguas que habitam a face da terra, paz e prosperidade!
26. Promulgo este decreto: ‘Que em toda a extensão do meu reino se tema e trema diante do Deus de Daniel, porque Ele é o Deus vivo, que subsiste eternamente; o seu reino jamais será destruído e o seu domínio é perpétuo.
27. Ele salva e Ele liberta, faz milagres e prodígios no céu e na terra: foi Ele quem livrou Daniel das garras dos leões.’»
28. Feriu os primogénitos dos egípcios, porque o seu amor é eterno!

Salmos 136:10-26
10. Fez sair Israel do meio deles, porque o seu amor é eterno!
11. Com a sua mão forte e o seu braço estendido, porque o seu amor é eterno!
12. Dividiu ao meio o Mar dos Juncos, porque o seu amor é eterno!
13. Fez passar Israel através dele, porque o seu amor é eterno!
14. Afundou o Faraó e o seu exército, porque o seu amor é eterno!
15. Conduziu o seu povo pelo deserto, porque o seu amor é eterno!
16. Feriu grandes reis, porque o seu amor é eterno!
17. Matou reis poderosos, porque o seu amor é eterno!
18. Seon, rei dos amorreus, porque o seu amor é eterno!
19. E Og, rei de Basan, porque o seu amor é eterno!
20. Deu a terra deles como herança, porque o seu amor é eterno!
21. Como herança a Israel, seu servo, porque o seu amor é eterno!
22. Não se esqueceu de nós, na nossa humilhação, porque o seu amor é eterno!
23. E livrou-nos dos nossos opressores, porque o seu amor é eterno!
24. Ele dá alimento a todo o ser vivo, porque o seu amor é eterno!
25. Louvai o Deus do céu, porque o seu amor é eterno!
26. O príncipe que presta atenção às mentiras, só os ímpios terá por ministros.

Provérbios 29:12-13
12. Encontram-se o pobre e o opressor; o Senhor é quem ilumina os olhos de ambos.
13. Assim como houve entre o povo de Israel falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres; introduzirão disfarçadamente heresias perniciosas e, indo ao ponto de negar o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si mesmos uma rápida perdição.

2 Pedro 2:1-22
1. Muitos hão-de segui-los na sua libertinagem e, por causa deles, o caminho da verdade será blasfemado;
2. movidos pela cobiça, hão-de explorar-vos com palavras enganadoras. Mas a sua condenação há muito que não perde pela demora e a sua ruína não dorme.
3. Com efeito, Deus não poupou os anjos que pecaram mas, precipitando-os no Inferno, entregou-os a um fosso de trevas, onde estão reservados para o Juízo;
4. e não poupou o mundo antigo, embora tenha preservado oito pessoas, contando Noé, o arauto da rectidão, quando desencadeou o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
5. e condenou as cidades de Sodoma e Gomorra à destruição, reduzindo-as a cinzas, para servirem de exemplo aos ímpios que viriam depois;
6. mas livrou o justo Lot, deprimido pela vida dissoluta daquela gente depravada,
7. pois este justo, morando no meio deles, sentia atormentada a sua alma recta, devido às obras malvadas que via e ouvia, dia após dia.
8. É que o Senhor sabe livrar da provação quem é piedoso e reservar os maus para o castigo do dia do juízo,
9. principalmente aqueles que correm atrás dos desejos impuros do corpo e desprezam a autoridade do Senhor. Audaciosos e arrogantes, não temem ultrajar seres gloriosos,
10. ao passo que os anjos, superiores em força e poder, não pronunciam um juízo injurioso contra eles, diante do Senhor.
11. Estes, porém, semelhantes a animais irracionais, destinados por natureza a serem caçados e mortos, falam mal do que não conhecem e, assim, morrerão como animais,
12. sofrendo o mal pelo mal que fizeram. Põem a sua satisfação no gozo de um dia e são homens imundos e corrompidos, que sentem prazer em enganar, enquanto se banqueteiam convosco.
13. Os seus olhos estão cheios de adultério e não se fartam de pecar. Seduzem as almas débeis; o seu coração está acostumado à cobiça; são filhos da maldição.
14. Abandonaram o caminho recto e extraviaram-se no caminho de Balaão, filho de Bosor que foi atrás do salário da iniquidade,
15. mas foi repreendido pela sua desobediência: um jumento mudo, falando com voz humana, deteve a insensatez do profeta.
16. Esses são fontes sem água e nuvens agitadas pela tempestade, para quem está reservada a mais tenebrosa escuridão.
17. Gritam discursos empolados e vazios e, excitando as paixões carnais e a devassidão, seduzem aqueles que começam a afastar-se dos que vivem no erro.
18. Prometem-lhes a liberdade, quando eles próprios são escravos da corrupção, pois é-se escravo daquele por quem nos deixamos vencer.
19. Com efeito, se aqueles que fugiram da corrupção do mundo, pelo conhecimento de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, se deixam de novo enredar e vencer por ela, o seu último estado torna-se pior do que o primeiro.
20. Melhor lhes fora não ter conhecido o caminho da justiça do que, depois de o conhecer, voltar atrás, abandonando a lei santa que lhes foi transmitida.
21. Acontece-lhes o que diz aquele provérbio tão acertado: «O cão volta ao seu vómito e a porca, acabada de lavar, volta a revolver-se na lama.»